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O processo criativo de cada artista sempre evidencia a sensibilidade que existe por trás de cada etapa. Na edição #16 da Caixa Cosmo, nós enviamos o pôster criado por Juliana Fiorese e hoje vamos dividir com vocês um pouco do desenvolvimento criativo de “Kraken”, desde a ideação do tema, primeiros traços, até a finalização. Do lápis ao digital, confira abaixo:

Sobre a ilustração Kraken, nas palavras de Juliana:
“A natureza é incrivelmente mágica, mas se tem um ecossistema que me deixa maravilhada, são os ecossistemas aquáticos. Os seres que neles habitam parecem existir em um outro planeta, de tão diferente que são de tudo o que vimos fora d’água.
Foi com essa inspiração que eu criei a ilustração Kraken, ambientada em uma atmosfera recheada de magia, sonho e fantasia. O Kraken, no folclore nórdico, é uma espécie de lula gigante que alcança o tamanho de uma ilha, possui mais de cem tentáculos e ameaça os navios das redondezas; esse ser fantástico é, segundo a mitologia, capaz de viajar tranquilamente por todos os mares.
Longe de ser monstro, a minha versão de Kraken é uma mistura de polvo com menina fada. Ela não destrói navios, mas constrói sonhos em meio ao oceano. Ou seria, universo ? Cabe a imaginação de cada um decidir. Acompanhada por baleias, árvores, planetas e estrelas, Kraken vem para trazer uma dose extra de magia e sonho para o nosso mundo.”

Processo Criativo
“Eu sempre começo as minhas ilustrações com lápis grafite, em um caderninho onde anoto todas as ideias que tenho. Em seguida, continuando a trabalhar com o lápis grafite – pois este me permite fazer correções antes de chegar ao final do desenho -, eu começo a desenhar em uma escala maior, sempre procurando fazer um traço leve para que o papel não fique muito marcado na hora de apagar o que foi feito com este material.”

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“Para os traços maiores eu costumo usar o lápis grafite 6B, que tem uma ponta mais macia e a mão desliza com mais fluidez. Já para os pequenos detalhes eu costumo usar uma lapiseira 0.5, que tem uma ponta mais fina e facilita para desenhar elementos menores, os quais necessitam uma precisão maior.”

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“Assim que eu termino a etapa dos traços com o grafite, eu começo a fazer todos os contornos do desenho com caneta nanquim 0.4 ou 0.5. Com essa etapa finalizada, eu começo a fazer os preenchimentos do cabelo e os detalhes no rosto, geralmente com caneta nanquim 0.05, que tem uma ponta mais fininha e delicada. O preenchimento do cabelo é uma das etapas mais trabalhosas e mais demoradas de todo o processo, pois vou fazendo tracinho por tracinho; às vezes essa etapa dura até 7 dias, dependendo do tamanho do desenho. Mas pelo resultado final, vale a pena.”

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“Depois que eu termino todo o trabalho manual no papel, eu digitalizo o meu desenho no scanner para começar a etapa de colorização e colagens digitais. Para esta etapa do processo, eu utilizo o Adobe Photoshop e minha mesinha digitalizadora. Começo colorindo as cores de base de cada elemento, depois começo a colocar iluminação e sombra na ilustração. Quando o desenho está repleto de profundidade, eu começo a etapa das colagens, quando pretendo fazer de acordo com cada obra. E, assim, finalizo o meu trabalho.”

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A Juliana Fiorese esteve com a gente na Caixa Cosmo edição #16, em maio 2017. Quer saber mais? Confere aqui.

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Beatriz Figueiredo

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Produtora de conteúdo criativo