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Foi durante uma tarde ensolarada em Belo Horizonte que Cintia, idealizadora de Costuras do Imaginário, começou imaginar como seria para o personagem fotógrafo que estava criando se ele não enxergasse, afinal, como ele desvendaria o mundo? Essa reflexão despertou uma semente para fazer a diferença. Em 2009 conheceu Juarês, seu novo amigo que lhe ensinou braile e um novo universo que tinha muito a ser desbravado se abriu. Cintia depois disso começou a desenvolver projetos com e para as pessoas com deficiência visual, e em 2016 transformou a Costuras do imaginário em marca e produtos. Saiba mais desse projeto inspirador na mini entrevista abaixo:

Conta pra gente como nasceu a ideia do projeto?
A Costuras do Imaginário surgiu em uma tarde ensolarada, enquanto eu almoçava no Sesiminas, em Belo Horizonte, assistindo a uma aula de balé. Estava com a mente flutuando em pensamentos, desenvolvendo um personagem fotógrafo para um livro que eu estava criando. De repente, como que em um click, pensei: gente! mas e se ele não enxergasse? Como ele desvendaria o mundo? Pronto. Bastou essa mínima curiosidade para eu sair dali, na mesma hora, e começar uma vasta pesquisa sobre o universo daqueles que enxergam além do olhar.
O livro precisaria estar pronto em duas semanas e realmente ele já estava quase, mas eu estava disposta a mudar tudo para a entrada de um novo personagem e a inserção da escrita em braille. Foi no Instituto São Rafael, que conheci o querido Juarês, hoje meu grande amigo. Desde que o conheci, fiquei encantada. Encantada pela pessoa simpática que encontrei, pela paixão dele com o seu trabalho no Instituto e pela boa vontade imensa em ajudar uma menina que chegou do nada em sua vida e querendo saber tudo sobre esse universo tão diferente do seu.
Depois de uma semana dessa gostosa aventura, eu já havia aprendido a escrever em braille e já tinha mudado todo o rumo do meu projeto. Foi assim, de forma espontânea, intensa e com muito amor, curiosidade, dedicação e vontade, que a Costuras nasceu.
Isso foi em 2009. Desde então, desenvolvi alguns projetos com e para as pessoas com deficiência visual. Mas, somente agora, em 2016, transformei a Costuras em marca e produtos. Desde aquele dia, essa curiosidade se transformou em motivação e vontade de fazer mais e mais para esse universo, até então, tão distante mas, ao mesmo tempo, tão próximo de mim.
O Juarês esteve envolvido desde o início do projeto até hoje. Ele é minha inspiração, minha fonte de conhecimento e quem aprova todo o processo da escrita em braille nos produtos. Foram meses de testes na serigrafia, até encontrar o ponto ideal de sensibilidade, para a leitura adequada do braille.
A minha história e facilidade no trabalho com a serigrafia vem desde pequena, pois meus pais também são empreendedores e possuem uma confecção. Desde as minhas memórias mais antigas, de quando ainda era bem, bem pequenina, lembro de estar rodeada de tecidos, linhas e tintas serigráficas. Eu cresci nesse universo que era tão rico pra mim e que só hoje me dou conta do quanto foi essencial para instigar e expandir cada vez mais minha criação.
A Costuras pra mim significa liberdade. Liberdade de ser quem eu sou, expressar minha criatividade de forma sincera, da maneira que acredito. E com a Costuras sinto que estou causando pequenas transformações, sempre tão significativas. Nesses cinco meses de empresa, a quantidade de retornos que recebi, de pessoas relatando como mudaram sua percepção, atenção e sensibilidade para o universo da deficiência visual, é o que faz meu coração vibrar de felicidade. É pra isso que a Costuras existe. Pra causar empatia e amor pelo mundo do outro, que também é o nosso.

E qual foi a técnica usada na produção?
Serigrafia, costura, braille

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Caso nossos assinantes não saibam como utilizar o produto, que sugestões ou ideias você daria?
Use sempre de acordo com sua criatividade, sem nenhum limite ou restrição.
Originalmente, a flâmula foi feita para ser pendurada. O local pode ser onde você encontrar uma composição mais harmônica em casa ou algum lugar que estiver precisando se conectar com a mensagem ‘seja livre’.
Pendure na parede, na porta, em algum móvel ou onde mais a imaginação fluir.

Aceita encomendas deste ou de outros trabalhos? Como os assinantes devem fazer?
Sim, basta enviar um e-mail para ola@costurasdoimaginario.com.br

Os assinantes podem encontrar seus produtos em lojas físicas ou feiras? Quais? E os endereços?
Sim, em Belo Horizonte os produtos da Costuras podem ser encontrados na Mooca – Rua Antônio de Albuquerque, 458, Savassi.

Quais músicas que você acha que tem tudo a ver com o produto?
One Love – Bob Marley
Coisas da Vida – Rita Lee
Free Me – Joss Stone

Nome dos envolvidos: Cintia Caroline
Origem: Belo Horizonte/MG e Rio de Janeiro/RJ
Produto: Mini Flâmula Seja Livre
Tipo: Uso decorativo

E-mail para contato: ola@costurasdoimaginario.com.br

Saiba mais em:
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Beatriz Figueiredo

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Produtora de conteúdo criativo